domingo, 22 de abril de 2018

Resenha: P.S. Ainda amo você (Para todos os garotos que já amei #2), de Jenny Han

Título original: P.S. I Still Love You
Autora: Jenny Han
Editora: Galera Record (Grupo Editorial Record)
Páginas: 304
Avaliação: 4/5 (bom)

Segundo livro da série Para todos os garotos que já amei. Portanto, esta resenha irá conter spoilers sobre o primeiro livro.

Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.
Em "Para todos os garotos que já amei", Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em "P.S.: Ainda amo você", Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois. Skoob

“Percebo agora que são as pequenas coisas, os pequenos esforços, que mantêm um relacionamento. E sei também que, de certa forma, tenho o poder de magoá-lo e também de fazê-lo se sentir melhor.”

Continuando minha pequena-não-tão-pequena-obsessão por essa série, li P.S. Ainda amo você ainda no dia que terminei Para todos os garotos que já amei. Admito que imaginava mais ou menos o que poderia acontecer pra dar continuidade à história mas, de forma diferente, o início me surpreendeu. Não pretendo dizer aqui o motivo exato porque não pretendo dar spoilers desse segundo livro. Apenas irei dar minha opinião me baseando no que já temos público a partir da própria sinopse.

Começando pelo que não gostei nesse livro e a razão de ter diminuído um ponto com relação ao primeiro: as relações Peter/Genevieve e Lara Jean/John me incomodaram um pouco. Entendo que Covey (Lara Jean) se torne repetitivamente paranoica devido ao seu ciúme que tem sempre que Peter está com Genevieve, mas convenhamos que, em parte, Peter possui uma fatia de culpa. Quero dizer, por mais que ele claramente não a esteja traindo com a ex-namorada, é óbvio que Lara Jean não gosta de ter o namorado perto daquela garota que só sabe atormentar a vida dela propositalmente. A coisa mais lógica a se fazer seria ele exigir respeito por parte da ex ou se afastar dela, não é mesmo? Já sobre Lara Jean e John (um dos destinatários das cartas dela), o que me incomodou de verdade é que triângulos amorosos como esse são um dos maiores clichês nesse tipo de livro e, apesar de algumas cenas até que boazinhas entre os dois, pesou de forma negativa sobre o andar da leitura. Basicamente, esses foram os pontos que atrapalharam na avaliação positiva.

“Pode ser minha imaginação, mas acho que posso ouvir o coração dele batendo. O dele está batendo, e o meu parece que está se partindo.”

Já com relação ao que temos de bom nesse livro, comédia com certeza é uma das melhores coisas. Sério. Houveram cenas - muitas delas protagonizadas por Kitty e mesmo por Peter - que me fizeram dar ótimas risadas altas e demoradas. Ambos personagens já são conhecidos pelo humor próprio, mas nesse livro parece que eles mesmos cresceram nesse aspecto. Kitty permanece aquela criança/adulta porém ainda assim infantil e sarcástica/sincera, só que aparentemente com mais "tempo de tela" (ou de páginas, no caso). Já Peter... Bom, Peter é Peter. Não temos muito o que falar do humor dele hahaha Só que o timing é muito bom. Além disso, logo após a metade do livro há uma certa brincadeira que eles decidem fazer relembrando os tempos do fundamental e essas cenas iniciais me divertiram bastante. Chris, a melhor amiga de Lara Jean, consegue me cativar ainda mais do que no primeiro livro e solta algumas das falas mais engraçadas.

Normalmente não gosto de ler resenhas de outras pessoas antes de escrever ou falar sobre minhas opiniões porque temo ser influenciada, mas dessa vez decidi procurar pelo grande erro na visão de outra pessoa pra poder saber se eu concordaria ou não. Li uma resenha em particular que criticava a insegurança de Lara Jean e colocava como um grande ponto negativo. De fato, eu mesma inicialmente comecei essa resenha falando sobre como ela pode ficar um pouco repetitiva no ciúme com relação a Peter com Genevieve. Porém, não podemos esquecer que Peter Kavinsky é o primeiro namorado de Lara Jean e ela é sim uma pessoa um pouco insegura, então não vi a insegurança dela como algo fora do normal. Irritante em alguns momentos? Claro. Mas não é o que normalmente acontece quando pessoas como a protagonista começam a namorar pela primeira vez? Principalmente com alguém mais experiente? 

“Acho que não dá para a gente se agarrar ao passado só porque não quer soltar.”

Bom, acho que é isso. Não fecho a avaliação como 100% mas diria que fiquei uns 80% satisfeita com essa leitura. Assim como a primeira, foi bastante rápida e nada que algumas horas de procrastinação não me ajudassem a concluir tranquilamente. Como estou lendo em ebook e o 3º livro está um pouco caro, talvez eu só o leia no início do mês que vem, então até lá irei me dedicar a outras leituras. Aliás, comecei ontem a assistir Riverdale mas talvez já termine hoje. Eu não presto mesmo, ein?


Até a próxima!

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Resenha: Para todos os garotos que já amei (#1), de Jenny Han

Título original: Too All The Boys I Loved Before
Autora: Jenny Han
Editora: Galera Record (Grupo Editorial Record)
Páginas: 320
Avaliação: 5/5 (muito bom)

Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar. Skoob

“Não são cartas de amor no sentido mais estrito da palavra. Minhas cartas são de quando não quero mais estar apaixonada. São cartas de despedida. Porque, depois que escrevo, aquele amor ardente para de me consumir. Posso tomar o café da manhã sem me preocupar se ele também gosta de banana com cereal; posso cantar músicas românticas sem estar cantando para ele.”

Para todos os garotos que já amei é o primeiro livro da trilogia de mesmo nome cuja autora é a Jenny Han. Não sei dizer que pode ser classificado como do gênero jovem adulto mas certamente pode agradar este público.

Em primeiro lugar, devo ressaltar que, apesar de não ter achado o pano de fundo muito original, a história principal exerce este papel. Não lembro de já ter ouvido falar sobre outros livros tratando dessa mesma premissa e confesso que mesmo se não fosse tão original assim, ainda assim existe uma grande possibilidade de eu ter gostado bastante. Isso se deve basicamente ao fato da Jenny Han não ficar se prendendo a detalhes desnecessários nem tentando criar uma profundidade maior do que sua história requer. É um livro tranquilo e que narra os dramas na vida de uma adolescente que se vê descoberta por aqueles a quem já amou. E só. Claro que falando assim pode parecer algo extremamente raso mas acredite, não é. O livro não aborda assuntos densos como depressão, suicídio adolescente nem nada assim. Muito pelo contrário. É um livro bem tranquilo de ler e que flui muito bem (apesar de que de forma beeem indireta a gente vê algumas ocasiões de bullying). Mas é justamente isso que o torna um livro tão bom, já que não é cheio das mesmices de histórias adolescentes e ao mesmo tempo não demanda muito esforço. Tanto que li de capa a capa em praticamente uma vez que peguei.

Já sobre os personagens: tenho quase nada a reclamar e por isso minha nota para este livro permaneceu alta. São todos muito fáceis de se identificar de alguma forma e a única que realmente me incomodou um pouco foi Margot, a irmã mais velha da protagonista, porque a achei um pouco estereotipada e o mais próximo de um possível clichê de adolescente séria e responsável. Entretanto, isso não se entendeu de forma a prejudicar minha leitura e no final das contas pouco me importou quando terminei de ler.

Lara Jean, apesar de numa primeira e rápida leitura das primeiras páginas aparentar que será um clichê de menina desastrada, se mostra uma personagem interessante. Ela cresce aos poucos durante toda a história e, quando nos damos conta, ela já possui opinião mais forte sobre algumas situações e se mostra mais forte. E não precisa ser colocada como uma personagem fria e calculista para isso. Pelo contrário. Ela se torna forte mas permanece vaidosa, romântica, insegura em alguns pontos... Como todos nós somos, de fato. 

Kitty, irmã mais nova de Lara Jean, é o que chamo de boa surpresa. Esperava (novamente) mais um estereótipo, só que dessa vez o da criança inteligente e dona de si. Porém, apesar de ser realmente bem inteligente e esperta, Kitty ainda assim possui manias e caprichos de uma criança como qualquer outra e se magoa muito fácil.

Já os rapazes da história (por ordem de aparição). Josh Sanderson é o vizinho de Lara Jean, namorado de Margot e amigo da família. Sua personalidade talvez possa ser dita como geek/nerd e ele é um cara realmente gentil e prestativo. É como aquele cara perfeito que precisa de um muito diferente dele na história para que ela fique mais balanceada. E esse cara diferente de Josh é o Peter Kavinsky. Peter é o que Lara Jean define como "rosto bonito de filmes da década de 70 (ou será 80?)". Ele é mais preocupado com a opinião dos amigos e é um tanto vaidoso - na aparência e, principalmente, em seu ego. Ambos se mostram como um determinado tipo de pessoa mas com o passar da história podemos conhecer mais sobre suas características mais desconhecidas pelos outros personagens.

“Para que uma coisa dê errado de um jeito tão colossal e horrível, tudo precisa acontecer na ordem certa e no momento certo, ou, nesse caso, no momento errado.”

Enfim, me agradou muito a fluidez com que li este livro e a escrita da Jenny Han me cativou bastante. O desenrolar da história não é demorado como o costuma ser em diversos livros do mesmo gênero e é difícil dizer que existe algum capítulo chato de ser lido, já que praticamente todos os personagens são carismáticos. Eu poderia falar um pouco mais sobre o desenvolvimento da história mas acredito que seja muito difícil o fazer sem que mencione um ou dois spoilers por aqui. Mas cá entre nós: dá pra imaginar quanta confusão pode dar quando uma pessoa gosta de outras secretamente e, tempos depois, essas pessoas descobrem.


É isso. Já faz muito tempo que não escrevo uma resenha mas também fazia muito tempo que não lia um livro tão rápido. Sinto que era do que eu estava precisando pra desestressar mais. Sei que provavelmente este blog (blogs em geral, na verdade) talvez nem possua mais um público assíduo, mas, cá entre nós, eu realmente não me importo rs Apenas gosto de escrever.


Até a próxima!