quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Metalinguagem

Imagem: weheartit


Estar mais uma vez tentando seguir com a vida sem saber ao certo qual seu verdadeiro objetivo. Viver de acordo com essa busca e para ela somente até o dia que talvez toda essa dúvida esteja sanada. Lidar com a dificuldade de manter o foco quando sua mente não está tão organizada. Procurar forma de unir palavras enquanto tudo o que fazia era guardá-las muito bem escondidas. 

Regras, gêneros, métodos e macetes vão desaparecendo à medida que o tempo passa e a vontade, aquela grande vontade, é não deixar que isso aconteça definitivamente. Muitas vezes a metalinguagem é subestimada mas quantas vezes ela esteve presente quando tudo o que você mais precisava não era praticamente nada daquilo que você tinha? Quantas vezes a tentativa de organizar os pensamentos e as palavras auxiliaram na difícil tarefa de organizar a vida? Quantos momentos de prazer existiram por olhar para a folha de papel e ver ali sentimentos que você sequer imaginava guardar? Mesmo agora tenho tentado transmitir para uma tela de computador o que está na minha cabeça, retirando todo o pó de onde anteriormente havia mais cor e criatividade. Há algum sentido em seguir pela lógica mesmo quando se preza pela arte de escrever. Mas é ilógico pensar que é possível viver depois que se conhece o poder terapêutico das palavras e da escrita.

Coesão surge com o tempo, com a prática. Provavelmente não fui o mais coesa possível de alguns minutos para cá. Mas o que não é possível ver ou entender do lado daí começa finalmente a clarear do lado de cá.

Foco? É só deixar sua mente livre para trabalhar.
Liberte-a. 

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